Síndrome de Peter Pan ou os novos 20?

Quem não está cansada de ouvir que “os 30 são os novos 20”?  Cada um interpreta de uma forma esta sentença, claro, uns levando na irresponsabilidade e falta de compromisso com a vida que os 30 antigamente exigiam o contrário, eu não sou tão radical, encaro os trinta com leveza sim, afinal não temos mais aquela obrigação de já estarmos ricos, casados, com filhos e bem sucedidos quando completamos 3 dezenas de vida, mas ao mesmo tempo não podemos encarar os trinta com tanta falta de responsabilidade assim.
peter-pan-1924-5-g
Vejo amigos aos trinta fugindo de relacionamentos, de emprego e de compromissos como se fossem adolescentes, eu mesma passei por esta fase há pouco tempo em que me vi fugindo de tudo que soasse um pouco mais de responsabilidade, inclusive me relacionando com meninos novos, talvez por este mesmo motivo. E lá vamos falar da Síndrome de Peter Pan de novo?  Talvez. E talvez seja esta a síndrome dos 30 atuais.

O peso das 3 décadas assusta muita gente, que repete essa frase dos novos 20 como um mantra pra ocultar algumas responsabilidades que batem na porta. Claro que aos 30 não somos velhos, muito menos temos a obrigação do combo, casamento-sucesso profissional-filhos, mas fugir de toda e qualquer responsabilidade com contas, sentimentos alheios e maturidade emocional só causa problemas a si mesmo.

Eu sou daquelas brincalhonas, cercada de amigos mais novos e que todo mundo dá 25 anos, acho o máximo parecer quase 10 anos mais nova, mas até que ponto eu levo a aparência física pro meu comportamento? Tenho me perguntado isto diariamente e isto me fez repensar bastante algumas escolhas da minha vida, pessoal e profissional.

Escolhi não casar na fase dos 20, fugi de emprego tradicional também, e agora aos 30 sonho com uma vida mais estável nas duas categorias acima, será que decidi que ser estável não é ser careta? Pra uma aquariana legítima como eu é uma decisão muito difícil, mas, amadurecedora talvez., ( existe esta palavra?)

Este último mês me vi pensando em todas essas questões, decidi abandonar os ‘dates´ com meninos descompromissados com a vida, decidi encarar mais a questão profissional estável com carinho e pensar que os 30 são os novos 20 com cérebro. Acho que assim, soa melhor.

bjs

Anúncios

Toda mulher de 30 quer casar? 

Hoje dizer que se quer casar parece xingamento, as pessoas te olham estranho como se vc tivesse uma doença contagiosa ou tivesse contando uma piada. No mundo dos fast-food sentimentais algo mais longo assusta muita gente e o aproveitar a vida virou lema de solteirice, como se casado não aproveitasse, ao meu ver pode se aproveitar ainda mais à dois.
casar

Pra ser sincera, casamento nunca foi meu sonho de infância não, como já disse aqui antes, meu sonho sempre foi ser uma profissional bem sucedida, relacionamento estava em segundo plano, e foi assim até os meus 30, quando olhei pra minha vida e vi que precisava construir algo verdadeiro sentimentalmente, que aquelas idas e vindas de “peguetes” não preenchiam o que a nova Raphaella queria, companheirismo e amor de verdade.

Como boa aquariana nem eu imaginava querer isto um dia, aos 20 me animava mais sair pelo mundo desbravando o desconhecido e me apaixonando a cada semana por uma história de amor diferente, paixões arrebatadoras me animavam mais do que conchinha e cafuné e dormir sozinha na cama de casal só pra mim era o meu maior prazer.

Hoje vejo que aproveitei tudo isso, foi ótimo, e ai? Foi necessário pra ver que hoje o cafuné pra mim faz mais sentido do que a balada cheia de gatinhos, a cama de casal está grande demais, até comprei mais travesseiros e que me anima muito mais desbravar o mundo de mãos dadas pra compartilhar a vida. Seria isto uma regra dos 30? Não sei, não falo por todas, pra mim é uma regra da maturidade.

Me chamem de careta, piegas, carente, romântica, o que quiserem, mas quero casar sim, com festa, lua de mel e muito romance. E se tem homem que tem medo de mulheres de 30 porque todas querem casar, digo logo, fique tranquilo pois nem todas querem, só as melhores.

😉

One Night Stand depois dos 30

Uma coisa que achamos que saberemos lidar melhor depois dos 30 é com o famoso “One-night-stand”,ou em bom português, dormir-com-o-boy-de-primeira-e-nunca-mais.
Vamos falar sobre isso? Vamos!One_Night_Stand_Postcard_Front220-1

Bom, a boa notícia é que realmente as coisas ficam mais fáceis após os 30, você tem menos paranoia de dormir com o cara que está a fim e achar que ele vai pensar que vc é fácil ou que vai ficar com fama de piranha, na verdade vc tá nem aí pra isso, primeiro pq já é segura o suficiente e segundo porque está mais seletiva com quem passa a noite e geralmente nem tem mais paciência para “one-night-stands”.
Mas quando resolve eventualmente tomar esta decisão, (ou após algumas tequilas), esta questão passa a ser algo bem natural.

Eu não sei se o que estou falando aqui é ultrapassado, se a geração dos 20 já lida com isso numa boa e eu tô com discurso de tia, mas o que via é que nos 20, geralmente temos muito medo de rejeição, (não que isso cure totalmente nos 30), mas nos 20 ou existe um medo muito grande de ser julgada e de passar a noite de primeira com os carinhas, ou existe uma compulsão de provar que é dona do seu nariz e dorme mesmo com quem quiser e dane-se. Então, após uma certa maturidade vemos que na verdade há um equilíbrio muito interessante entre estes dois extremos.

O one-night-stand (gente, existe um nome em português q traduza bem isso?), pode ser legal durante uma fase de querer provar que é dona do próprio corpo e principalmente da própria consciência de estar bem com você mesmo e poder escolher o seu prazer, mas, se esta fase se prolonga muito, isto passa a não fazer bem.
Não vou entrar aqui no mérito moral da coisa, longe de mim, até porque não sou moralista com isso, mas falo do mérito de amadurecimento e energia mesmo.

Eu por exemplo, sempre li muito sobre energia e quando passei dos 30 passei a dar mais valor a energia das pessoas que estão à minha volta, e pra quem já estudou um pouco sobre o assunto, sabe que a energia sexual é a energia mais forte e poderosa que temos, é a energia da vida, da criação e procriação, sem ela não há vida no mundo, é a origem de tudo, portanto, nada mais óbvio que não faça bem gastarmos ou misturarmos esta energia tão pura e poderosa com qualquer pessoa ou qualquer ocasião. E quando digo qualquer pessoa, não é fazendo juízo de valor da pessoa e sim do seu sentimento por esta pessoa.

Aí vc me diz, “Ah, Avena, vc está dizendo que só é pra fazer sexo com amor? Que caretice”.
Eu respondo: De preferência sim, mas, se não for possível todas as vezes, que pelo menos a maioria seja, e que aproveite a maturidade dos trinta anos pra focar essa energia tão poderosa em sentimentos nobres, que a potencialize. É como uma luz, vc tem uma luz forte e ela encontra outra luz na mesma vibração energética (mesmo sentimento), ela se propaga, um energiza o outro, um beneficia o outro, e após a relação os dois estão melhor do que antes, mas, se as energias estão em vibrações diferentes, sem sintonia (sem sentimento ou só por prazer), essa energia se dissipa, e dá espaço pra entrar energias não tão boas na sua vibração, ou seja, com quanto mais pessoas você transa, mais propício a energias não tão boas você está. Não à toa, pessoas que dormem com muita gente estão sempre com a sensação de vazio, é ou não é? Ou até você mesmo naquela fase mais danada, lembra como era mais carente? Isto chama-se baixa energética, como se tivesse sido sugado, e foi mesmo.

Lembrando que não é juízo de valor muito menos religião,(até porque nem tenho religião), é física, preservação energética. Após os trinta passei a pensar em relação a tudo isso e poupar energia para as ocasiões certas é uma dádiva. Melhora a nossa vida com um todo! 😉

Nosso corpo é nosso templo, sejamos inteligentes de coração. 😉
bjs

Mulheres de 30 e homens mais novos,

Nunca me atraí por caras mais velhos, (quando digo mais velho falo sobre uma diferença substancial de idade de pelo menos 8 anos a mais e não de 1 ou 2), sempre preferi me relacionar com pessoas da mesma faixa etária. O cara mais velho que eu namorei tinha 2 anos a mais que eu apenas, sempre fui assim.

Desde o colégio nunca fui aquela menina que babava nos caras do 3°ano, sempre foquei mais na minha própria turma, embora eu mesma fosse mais madura que a maioria da minha idade, só fui namorar um do 3º ano quando eu estava no 1°ano, (nem sei se é assim ainda que se classifica o colegial, afinal lá se vão quase 20 anos, meu Deus!).
Um dia conversando com o meu analista ele me diagnosticou: “Você gosta de homens mais novos porque tem complexo de Peter Pan, não quer crescer, não quer o compromisso que um homem mais velho exige”.
Sabe o que eu respondi pra ele? “Doutor, você precisa se atualizar, hoje os mais velhos é que não querem compromisso com nada, os mais novos estão doidos pra namorar, enquanto os trintões e quarentões só querem saber de farra. O complexo de Peter Pan é deles, e não meu”.
Depois desse dia, me dei alta da análise.

Engraçado que este tema de “Mulheres de 30 e homens mais novos” foi proposto também por uma grande amiga minha de 30 que pediu para que eu escrevesse sobre, e não é raro ver hoje mulheres independentes optando por se relacionar com homens da faixa dos 20. O que eu analiso disto vou falar pela minha experiência, ok?
Obviamente se for pra escolher, eu prefiro um cara da minha idade ou mais velho alguns anos, entre 35-38, independente, maduro, ao mesmo tempo engraçado, leve, divertido mas que seja sério e comprometido no relacionamento, receita de bolo né? waltdisneyMas talvez por eu parecer mais nova (é o que eu escuto, tá?), só aparece menino de 20 e poucos na minha vida, e eles são tudo isso que eu citei acima, tirando o independente e o maduro (ninguém pode ter tudo né?), e acabamos nos envolvendo pelo lado divertido e leve desses “novinhos”, quem sabe seja por nos fazer lembrar dos nossos 20 Freud explica. Mas o mais encantador, (pra mim pelo menos), dos meninos mais novos é a capacidade de se apaixonarem, de se entregarem, eu AMO isto num homem e pra mim é a qualidade mais pura que alguém pode ter, sem neuras, nem traumas, sem defesas, simplesmente se entregar. Elogiar, beijar, se declarar, tudo isto que fazíamos aos 20 e que parece tão mais difícil se permitir aos 30 porque colocamos a razão acima do coração.
Não que não tenhamos que ser racionais, não é isso, afinal, temos que ter o pé no chão aos 30 pra muita coisa, mas pro amor, pra quê? Se amor é justamente andar nas nuvens!

Acho que por isso os homens mais novos são mais entregues, elogiam tanto, não tem medo de se jogar de cabeça, porque pra eles a vida é mais simples, não tem ex-mulher, casamento fracassado, infinitas contas pra pagar e não se contaminaram com a amargura de não acreditar mais no amor.

E nesse ponto eu me identifico muito com eles. Nada disso faz parte do meu repertório.

É, talvez o meu analista tenha razão, sou uma Peter Pan. Mas sou uma Peter Pan em busca de outro Peter Pan pra sonharmos juntos, e isto não tem nada a ver com idade, e sim com alma. E porque não? 😉

bjs

Como usar o Tinder

A repercussão do post “Eu tenho Tinder e daí?” foi tão grande, que tive que vir aqui falar mais sobre o assunto. Quem sou eu pra “cagar regras”, mas vim apenas compartilhar como eu utilizo e como acho saudável usar, até porque rolaram perguntas por inbox, snapchat, instagram etc (incrível como a maioria das pessoas não comenta no aberto sobre este tipo de tema né?) então cá estou pra falar mais. Lembrando que coloquei o Tinder só como exemplo, mas não se limita só a este app, mas a todos os apps de conhecer pessoas.
its-a-match

Pra começar, o mais contraditório nesse mundo do Tinder é o preconceito dos próprios usuários, por exemplo, sempre que um cara vem falar comigo vem com a mesma pergunta “Você existe mesmo? Porque uma mulher bonita como você não precisa de Tinder”.
Oi? Quer dizer que pra conhecer pessoas você tem que ser feia? Ou que no ‘mundo real’ está garantido você conhecer sempre pessoas bonitas e interessantes? Esses caras se chegassem em mim na balada, falariam “Oi, você existe mesmo? Porque uma mulher bonita como você não precisa estar na balada?”
Eu já respondo: “Você se acha feio então para estar no Tinder?”
Porque pra mim, como eu disse no primeiro post, o Tinder nada mais é do que um passeio virtual onde pessoas solteiras que muitas vezes não tem saco mais pra balada, estão ali pra conhecer pessoas que provavelmente não conheceria no dia a dia, ou por falta de tempo, ou por não frequentar os mesmos lugares. Nada tem a ver com beleza ou feiúra.
Inclusive é uma ferramente muito prática, onde você delimita até a idade que você tem preferência em conhecer, eu por exemplo, coloquei entre 29 e 38 (já que tenho 33), e isto otimiza bastante já que na ‘vida offline’, nos raros momentos que saio sem trabalhar, (sou muito caseira por incrível que pareça), só vem menino novo chegar em mim, ô paciência! Você também pode filtrar por área (evitando os famigerados namoros à distância caso se interesse por alguém), e mais zilhões de filtros que cada app tem pra facilitar a afinidade, o que na balada você não teria como saber antes de começar um papo.

Como eu também já disse, estar num app de “paquera” não quer dizer que você quer pegação, e sim que você quer conhecer pessoas, filtrar bem e se passar por todas as suas peneiras (espero que você seja exigente), aí você encontre pessoalmente pra um jantar/barzinho e decida se vale a pena ficar junto. Pelo menos pra mim, é assim que funciona.
Já vi todo tipo de gente por ali, os que são diretos querendo sexo casual (o que já cortei de cara), olha como facilita nossa vida! Imagina encontrar um sujeito desse na balada falando abobrinha no seu ouvido e você tendo que ser grossa pessoalmente com esse mala? No Tinder é só dar block! Já conheci os que se fingiam de românticos e que no fundo eram que nem os primeiros, (quem nunca passou por isso na vida offline também né?) e já conheci gente muito legal, a maioria que não moravam na mesma cidade que eu (eu e minha mania de pessoas de fora do Rio).

Muitas amigas me perguntam “Ah vc não tem medo de conhecer pessoas pela internet?” E eu respondo: Você sabendo usar, é muito mais seguro do que conhecer na balada, e digo isto em 5 passos:
tinder1) Seja você mesmo (a) sempre. Isto vai desde usar uma foto REAL sua, real digo, que mostre exatamente como você é. Se você for gordinho(a) nada de esconder isto, se tem o nariz grande, nada de photoshop, óbvio que colocamos sempre a nossa melhor foto, mas tenha bom senso de não colocar a foto que nada tem a ver com você. E claro, peça mais fotos da pessoa (instagram e facebook ajudam nessa hora, assim evita uma decepção também da sua parte no caso de não ter a menor atração pela pessoa).

2) Importantíssimo: Pergunte sempre o nome completo da pessoa (a maioria dos apps não fornecem no perfil), após saber o nome, jogue no Google/facebook pra comprovar se a pessoa existe mesmo (se não passa de um fake), e quantos amigos vocês tem em comum, assim você pode pedir referências da pessoa.

3) Busque o maior número de informações possível sobre a pessoa antes de encontrá-la, seja pra ela mesma, perguntando no app, ou olhando pelas redes sociais em fotos, lugares que frequenta, onde trabalha, amigos, família etc.

4) Só marque um encontro após ter segurança de todas estas informações, e marque sempre em local público, vá de táxi e em locais perto da sua casa. O mesmo vale pra volta pra casa, volte de taxi e não se sinta obrigada a ficar com a pessoa, amizade é sempre mais importante do que um beijo na boca.

5) A partir de agora que já se conhecem pessoalmente, as regras são a mesma para um encontro tradicional, segurança e bem estar em primeiro lugar, se não curtiu a pessoa nem pra amizade, dê uma desculpa educada que tem que acordar cedo ou ainda tem um relatório pra terminar pro dia seguinte e tem que ir embora. Ser educado é fundamental, você não precisa ofender ninguém só porque não curtiu a companhia.

E a dica mais importante de todas é: Seja você mesma(o) SEMPRE independentemente de onde e como esteja conhecendo alguém, pelo Tinder ou pessoalmente. Isto facilita o caminho de encontrar a pessoa certa pra você, já que ele(a) estará conhecendo exatamente quem você é e gostando de você (ou não) exatamente assim. Evita possíveis decepções futuras de incompatibilidade de gênios. Então evite fazer tipo.

Espero ter ajudado aos solteiros (as) de plantão, seja para os que querem encontrar um relacionamento legal, ou até mesmo para os que simplesmente querem conhecer pessoas.

E quem quiser dar sugestões de temas pros próximos textos, só deixar nos comentários ou na página do Yes!30.

Instagram: @AVENAA
SnapChat: AvenaGirl

bjs

Porque não sou mãe aos 30?

Nossa coluna semanal de textos é pra entrar no ar às segundas/terças, mas, o tema pediu um adiantamento vide o título e o dia de hoje né?  Há algum tempo eu estava querendo escrever sobre isto e nada mais oportuno que o dia de hoje pra isto.
tumblr_maxlbkrn241qceno3o1_500
Eu sempre amei bebês e emoção de passar conhecimento pra um serzinho em processo de aprendizado cognitivo, lembro que desde criança sonhava com um irmãozinho, (sou filha única), e infernizava a minha mãe com o assunto, até que quando vi que não seria possível, criei um irmãozinho imaginário, que eu levava pro colégio, buscava, defendia de brigas e ensinava o dever de casa, sim sou meio louca, e também sou louca de vontade de ter alguém pra passar as minhas impressões da vida e tentar formá-lo um ser humano melhor do que eu.

Já casar, bom, casar nunca esteve muito nos meus planos de infância nem adolescência, quando me via mais velha, me via uma super executiva bem sucedida, com filhos lindos, mas solteira e muito feliz, acho que ímpeto de aquariana que quer ser independente e não perder sua liberdade por nada nesse mundo, talvez uma aquariana ingênua na época, que vinculava liberdade com ausência de laços afetivos menos eternos aos olhos de muitos.

Cresci, amadureci (ou nem tanto) e aos 28 anos tive meu primeiro namorado que  morava sozinho e que pude brincar um pouco de casinha e.. ADOREI.
Adorei a sensação de pertencer a um universo mútuo, de compartilhamento, de parceria, de risos conjugados. Eu que sou filha única nem sabia o que era isso e quando experimentei vi ali talvez a sensação de cuidar e ser cuidada que não tive na infância, e ainda com as beneficies do sexo com amor, é o paraíso!
Nem tanto, nessa brincadeira de convivência existem diferenças, ciúmes, brigas, invasão de espaço e muitas outras pequenezas que o ser humano é capaz de inventar quando não tem maturidade o suficiente, portanto, não durou muito esse meu conto de fadas.

De lá pra cá, alguns poucos namoros sérios, talvez por medo de tentar, talvez pela exigência de querer algo perfeito de verdade (por medo de repetir os mesmos erros), mas a vontade de ser mãe cresce paralelamente, sem dependência de relacionamentos e sim como uma missão, uma vocação, algo mais forte que eu, que sei que tenho que realizar e que vou, mas no tempo certo.

Já pensei em ter filhos independentemente, mas ao mesmo tempo me acho muito nova pra cometer um ato egoísta desses, acho válido pra quem realmente não pensa em casar mas quer muito a maternidade, mas no meu caso aquela menina que pensava em ser uma mãe solteira executiva bem sucedida, deu lugar a uma romântica que quer muito fazer a lancheira do filho, levá-lo ao colégio e andar de mãos dadas com marido, filho e cachorrinho no parque aos domingos.
Hoje os 30 são os novos 20, por isso não tenho pressa, prefiro manter meu foco em me tornar um ser humano melhor antes desse bebê chegar ao mundo, pra assim encontrar um marido-pai à altura pro meu filho e não qualquer marido, e quando este momento chegar, eu serei a melhor mãe-mulher-esposa do mundo.
Não podemos nos contentar com pouco, com apenas cumprir papéis e assinar protocolos, devemos buscar o MELHOR pra nós e o melhor que pudermos dar de nós.

A gente muda, mas os nossos sonhos não.

Ps: Enquanto isso, foco em ser a melhor filha do mundo. (Mãe te amo! <3)

bjs

Eu tenho TINDER e daí?

Como eu contei no último post-texto eu terminei um namoro de quase 2 anos em março do ano passado e como minha vida era trabalho e namoro (quase não encontrava meus amigos), logo que eu terminei não sabia direito como retomar a vida de solteira – vulgo – curtição, conhecer pessoas novas, etc, já que estava desabituada com o universo e o meu ambiente de trabalho é predominantemente gay.
Então, conversando com minha prima (manterei o sigilo do seu nome, tá prima? rs), ela me perguntou porque eu não abria um perfil no Tinder, (que na época estava bombando aqui no Brasil), eu até então nem me imaginava num cardápio virtual me oferecendo como AVAILABLE e tive um certo medo-preconceito, ela me convenceu que conheceu pessoas legais por ali e ainda disse: “Prima, hoje, todo mundo tem Tinder”. Incrível como essa frase clichê convence a gente a fazer quase tudo né? Então criei um perfil nessa tal Rede-Social.

tinder
Na época estávamos em pré Copa do Mundo, por isso tinham vários gringos e turistas usando o app, o que pra mim era muito melhor já que não teria a obrigação de conhecer alguém do meu bairro que me reconhecesse na academia, por exemplo, e tinham muitos caras bonitos usando o app, o que eu achava no meu preconceito que só jaburu usasse. Nada contra os jaburus gente, mas, o app é totalmente voltado pra atração física, afinal, o like é somente por fotos e ponto, vc não sabe nada profundo sobre a pessoa até que dê um match e comece um bate-papo.
Após alguns likes e  matchs, começaram uns bate-papos por ali mesmo com aqueles clichês de “Onde vc mora”, “O que faz da vida”, “O que faz no Tinder”, “Etc. Alguns vc já dá um block ali mesmo por não sentir afinidade em alguma dessas respostas e os que passam pela peneira vc troca o whatsapp ou facebook pra ver se a pessoa existe mesmo, se tem referências de amigos em comum, se não é um psicopata ou algo do gênero, (só eu faço esse checkin??)
Após toda essa checagem (eu não sou neurótica, apenas prezo pela minha segurança e ficadica pra todas as mulheres fazerem o mesmo), começa mais uma etapa de bate-papo dessa vez pelo face ou whatsapp com perguntas mais elaboradas pra ver se vale mesmo a pena conhecer pessoalmente. Não sei se só eu sou criteriosa assim, mas é porque como eu não tenho mais paciência pra conhecer gente nada a ver, e se os apps estão aí justamente pra otimizarmos nosso tempo, prefiro peneirar bem antes de sair de casa pra conhecer alguém, mesmo que seja só pra amizade é muito mais legal vc conhecer alguém que tenha afinidade com vc, do que chegar no restaurante ou barzinho e descobrir que o cara é um mala.
imageNem todos os que eu conheci eu fiquei, na verdade a maioria eu fiz uma amizade legal sem beijo na boca, porque não me sinto na obrigação de beijar ou ficar com um cara só porque marquei um encontro, (sorry guys, a maioria dos homens pensa o contrário, mas fico feliz quando conheço alguém que pensa como eu).
Nesses encontros e desencontros descobri que muitos homens bonitos e interessantes acima dos 30 ou quase lá usam o Tinder justamente por também estarem de saco cheio de balada e por também querer otimizar o tempo em peneirar as pessoas pelo papo prévio, já que a nossa vida hoje se resume a trabalho-casa e amigos casados. Assim fui perdendo o preconceito com o Tinder e me divertindo com essa nova forma de conhecer pessoas e até fazer amizades.
Descobri também que  muitas pessoas que tem preconceito com o Tinder adorariam fazer um perfil lá e ficam pedindo pra ouvir as histórias sobre os encontros dos amigos e amigas que tem. Hello hipocrisia hein meu povo?! 😉

Conheci algumas malas no caminho? Sim, por incrível que pareça mesmo com toda a minha prevenção, ainda vazou alguns malas pela peneira, a dica é: Termine o jantar antes (ou o drink) e diga q está super cansada e tem que acordar cedo e que só foi tomar um drink pra se conhecerem mesmo. Educação e ponto final.

E pra quem ainda tem preconceito com o app, ouvi uma definição que achei perfeita que resume o Tinder e me ajudou a não ter preconceito. “O Tinder apenas apresenta a você pessoas que normalmente vc não conheceria”. É como se fosse uma “balada virtual”, não é só porque você está lá que tem obrigação de ficar com as pessoas que conversa.
E ainda digo pra galera do “mais de 30” que é uma ótima forma de conhecer gente sem precisar perder tempo em balada sem graça e sem sair de casa, afinal, só se o papo agradar, vai ou não pra vida real.
E se eu já encontrei meu amor por ali? Hmmm, isso vcs vão saber com o tempo. Prometo que conto aqui assim que eu souber tb! 😉

bjs