Porque não sou mãe aos 30?

Nossa coluna semanal de textos é pra entrar no ar às segundas/terças, mas, o tema pediu um adiantamento vide o título e o dia de hoje né?  Há algum tempo eu estava querendo escrever sobre isto e nada mais oportuno que o dia de hoje pra isto.
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Eu sempre amei bebês e emoção de passar conhecimento pra um serzinho em processo de aprendizado cognitivo, lembro que desde criança sonhava com um irmãozinho, (sou filha única), e infernizava a minha mãe com o assunto, até que quando vi que não seria possível, criei um irmãozinho imaginário, que eu levava pro colégio, buscava, defendia de brigas e ensinava o dever de casa, sim sou meio louca, e também sou louca de vontade de ter alguém pra passar as minhas impressões da vida e tentar formá-lo um ser humano melhor do que eu.

Já casar, bom, casar nunca esteve muito nos meus planos de infância nem adolescência, quando me via mais velha, me via uma super executiva bem sucedida, com filhos lindos, mas solteira e muito feliz, acho que ímpeto de aquariana que quer ser independente e não perder sua liberdade por nada nesse mundo, talvez uma aquariana ingênua na época, que vinculava liberdade com ausência de laços afetivos menos eternos aos olhos de muitos.

Cresci, amadureci (ou nem tanto) e aos 28 anos tive meu primeiro namorado que  morava sozinho e que pude brincar um pouco de casinha e.. ADOREI.
Adorei a sensação de pertencer a um universo mútuo, de compartilhamento, de parceria, de risos conjugados. Eu que sou filha única nem sabia o que era isso e quando experimentei vi ali talvez a sensação de cuidar e ser cuidada que não tive na infância, e ainda com as beneficies do sexo com amor, é o paraíso!
Nem tanto, nessa brincadeira de convivência existem diferenças, ciúmes, brigas, invasão de espaço e muitas outras pequenezas que o ser humano é capaz de inventar quando não tem maturidade o suficiente, portanto, não durou muito esse meu conto de fadas.

De lá pra cá, alguns poucos namoros sérios, talvez por medo de tentar, talvez pela exigência de querer algo perfeito de verdade (por medo de repetir os mesmos erros), mas a vontade de ser mãe cresce paralelamente, sem dependência de relacionamentos e sim como uma missão, uma vocação, algo mais forte que eu, que sei que tenho que realizar e que vou, mas no tempo certo.

Já pensei em ter filhos independentemente, mas ao mesmo tempo me acho muito nova pra cometer um ato egoísta desses, acho válido pra quem realmente não pensa em casar mas quer muito a maternidade, mas no meu caso aquela menina que pensava em ser uma mãe solteira executiva bem sucedida, deu lugar a uma romântica que quer muito fazer a lancheira do filho, levá-lo ao colégio e andar de mãos dadas com marido, filho e cachorrinho no parque aos domingos.
Hoje os 30 são os novos 20, por isso não tenho pressa, prefiro manter meu foco em me tornar um ser humano melhor antes desse bebê chegar ao mundo, pra assim encontrar um marido-pai à altura pro meu filho e não qualquer marido, e quando este momento chegar, eu serei a melhor mãe-mulher-esposa do mundo.
Não podemos nos contentar com pouco, com apenas cumprir papéis e assinar protocolos, devemos buscar o MELHOR pra nós e o melhor que pudermos dar de nós.

A gente muda, mas os nossos sonhos não.

Ps: Enquanto isso, foco em ser a melhor filha do mundo. (Mãe te amo! <3)

bjs

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