Solteira aos 30 sim!

Se você está lendo este texto, provavelmente se identificou com algo né? Então amiga, segura a minha mão e vem ser feliz comigo porque não há nada de errado com você, muito pelo contrário.
Todos os dias nós ouvimos a máxima de que “Os trinta são os novos vinte” não é mesmo? Depois que chegamos nos 30 vemos que é a mais pura verdade.
Quando eu tinha 15 anos, eu me projetava com 28 uma executiva de sucesso, rica, bem sucedida e feliz com mil relacionamentos, sim, nunca fui de planejar casamento e sempre me via mais feliz como uma solteira de sucesso. Aproveitei muito desde então, namorei muito (uns 8 namoros sérios) e fiquei mais ainda (estes não contei mesmo), e quando cheguei aos 28 começou a bater aquela vontadezinha de sossegar no domingo à noite assistindo um filme com alguém que dividisse comigo uma história legal de vida.
solteiroComecei a olhar pros lados e ver naquela lista de pretendentes quem fazia mais o requisito namorado, (sim, mulheres também tem esta listinha, não é exclusividade masculina), acabei um tempo depois optando por um que conheci na balada, afinal eu trabalho em balada e foram 2 anos muito intensos tanto de brigas quanto de grude, pros dois era a primeira vez “mais séria” em relacionamentos, éramos dois perdidos que nos encontramos naquela tentativa de nos salvarmos um no outro sabe?
Não era o momento certo, a circunstância certa nem a motivação certa, preferimos dar um tempo e eu terminei de vez pois eu queria encontrar o amor sem amarras, saudável, sadio, e para isto eu tinha que estar assim, plena por dentro. Nisto eu estava com 31 anos e lá estava eu novamente solteira na pixxta num mix de alívio e culpa, alívio por ter um mundo a conhecer e desbravar sem dar satisfação à ninguém e culpa por de repente estar fazendo uma pessoa que gosta de mim sofrer.
Foquei só no alívio e entrei no círculo de curtir-a-vida-adoidada por longos meses, revi amigas e amigos que tinha perdido no tempo, conheci novos, entrei em aplicativos de pegação (na Copa era o auge, hoje não recomendo), ampliei minha zona de conforto, peguei muita gente, descartei muita também e assim fui cansando e ficando a cada dia mais focada em mim mesma. Meus 32 anos foram curtição total, machuquei e fui machucada várias vezes, sorri e chorei, minha vida foi uma montanha russa de sentimentos, e aprendi neste 1 ano, talvez o que não tinha aprendido a vida toda: Temos que ter FOCO.

Parece clichê ou conselho de mãe, mas não, é apenas experiência de quem já vivenciou isto, estar solteira aos 30 é estar solteira com maturidade, sabendo escolher e estando bem consigo mesma, tem muito mais a ver com qualidade do que com quantidade, a vida nos cobra isto e a nossa própria consciência também.
Fiz 33 (em janeiro deste ano) e esta minha consciência amadureceu, dei um basta naquela menina de 30 ansiosa e que só se importava se era o mais bonito da noite, e passei a olhar pra mulher de 30 que sou que hoje se importa se é o mais interessante pra minha vida. Este foco muda tudo. Porque não é mais no outro, é em nós mesmas.

Nestes meus 33 escolhi estar solteira porque estou tranquila, feliz, plena e só quero pra mim alguém que me traga ainda mais plenitude e que não tire a minha. Alguém que some além do que já sou, que me puxe ainda mais pra cima e que eu possa fazer o mesmo por ele. Sou romântica e este não é um texto feminista de “nos bastamos e fodam-se os homens”, afinal tem muito homem maravilhoso no mundo, eu mesma conheci vários (e descartei por imaturidade), este texto é pra exatamente focarmos em nos fazermos felizes porque só assim tudo em nossa vida se torna pleno, inclusive a nossa capacidade de enxergar o cara da nossa vida. ❤
bjs

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4 comentários sobre “Solteira aos 30 sim!

  1. O maior problema não é ser solteira (o) aos trinta. É ver que o “mercado” não tem produto qualificado, os que são, realmente já estão comprometidos.
    Ficar travado em um relacionamento só para dizer que tem é loucura.
    A meu ver, não é assim. As pessoas se dizem solteiras como quem diz que está com uma doença grave, alguém que precise de ajuda. Não é nada disso. Existe sim vida na “solteridão”! E das boas. E isso não quer dizer farra, putaria, poligamia ou promiscuidade. Aliás, quer dizer sim, mas só quando você tiver afim. No mais quer dizer liberdade, paz de espírito, intensidade.
    Tanta gente namorando pra dizer que namora, casando pra não se sentir encalhado, abdicando da felicidade por um status social. Aí depois vem a traição, vem o divórcio, a frustração e todo o resto tão comum por aí. Não, não. Me deixa quietinho aqui com minha vida espetacular. Pra ser totalmente sincero com você, a real é que não é sua situação conjugal que te faz feliz ou triste.
    A verdade é que só você mesmo pode preencher o seu vazio, e colocar essa missão nas mãos de outra pessoa e pedir pra ser infeliz. Conheço sim vários casais incríveis, assim como tantos outros que não enxergam que estão se matando pouco a pouco. Só peço que não deixem que o medo da solidão faça com que a tristeza pareça algo suportável. Viver sozinho no início pode parecer desesperador, mas de tanto nadar contra a maré, um dia você aprende a surfar. E te digo que quando esse dia chegar, você nunca mais vai se contentar em ficar na areia. Desse dia em diante só vai servir ter alguém ao seu lado se este estiver disposto a entrar na água com você.
    Desculpe o longo comentário, foi quase um texto tipo o seu rs!

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